Os Assassinos e o Maestro
Recebi a indicação do amigo blogueiro Cássio Augusto para assisitir ao filme "Comandante" de Oliver Stone. De imediato lembrei que o diretor de cinema americano foi um dos personagens da pantomima montada pelas FARC no final do ano passado para libertação de prisioneiros sequestrados. A idéia de filmar a libertação dos reféns não era nova, a "iniciativa" foi inclusive anunciada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Em setembro do mesmo ano, Chávez afirmou: "Acho uma idéia maravilhosa que este gênio do cinema faça um filme sobre o tema".
Diante dessa afirmativa, é fácil concluir que o filme "Comandante" (na realidade um documentário-entrevista) foi feito sob encomenda para tentar mostrar uma imagem de Fidel Castro diferente da realidade. Tenta mostrar o ditador como um líder preocupado com seu povo e um perseguido pelos Estados Unidos, sendo que o que ele é na realidade é um facínora. Se Chávez declara Stone como um "gênio do cinema" é preciso analisar o motivo pelo qual ele o faz. Se Stone, um norte-americano, não fosse ideologicamente alinhado como Fidel, Chávez e seus métodos, nunca lhe seria permitido filmá-los e desfrutar de suas companhias.
Stone nesses casos é permitido mais por sua ideologia do que por suas qualidades como diretor. O artista é eliminado para aparecer o militante de uma causa. Mas por outro lado, é bastante coerente o diretor de "Assassinos Por Natureza" querer filmar Fidel Castro e as FARC. Tem tudo a ver. Mas de toda forma é seu ocaso.
Em sentido totalmente oposto assiste-se a ascensão do jovem regente venezuelano Gustavo Dudamel, que aos 27 anos foi convidado para assumir a partir de 2009 a direção musical da Filarmônica de Los Angeles. Dudamel é fruto de um programa do governo da Venezuela criado em 1975 para desenvolver novos músicos. Ou seja, apesar de seu forte alinhamento com o presidente-ditador de seu país (Dudamel tocou na inauguração da TV estatal que substituiu a RCTV fechada por Chávez), o maestro assumirá a Filarmônica de Los Angeles por sua qualidade como artista e apenas por isso. Não seria forçoso dizer que assume o posto "apesar" de seu posicionamento político.
Diante dessa afirmativa, é fácil concluir que o filme "Comandante" (na realidade um documentário-entrevista) foi feito sob encomenda para tentar mostrar uma imagem de Fidel Castro diferente da realidade. Tenta mostrar o ditador como um líder preocupado com seu povo e um perseguido pelos Estados Unidos, sendo que o que ele é na realidade é um facínora. Se Chávez declara Stone como um "gênio do cinema" é preciso analisar o motivo pelo qual ele o faz. Se Stone, um norte-americano, não fosse ideologicamente alinhado como Fidel, Chávez e seus métodos, nunca lhe seria permitido filmá-los e desfrutar de suas companhias.
Stone nesses casos é permitido mais por sua ideologia do que por suas qualidades como diretor. O artista é eliminado para aparecer o militante de uma causa. Mas por outro lado, é bastante coerente o diretor de "Assassinos Por Natureza" querer filmar Fidel Castro e as FARC. Tem tudo a ver. Mas de toda forma é seu ocaso.
Em sentido totalmente oposto assiste-se a ascensão do jovem regente venezuelano Gustavo Dudamel, que aos 27 anos foi convidado para assumir a partir de 2009 a direção musical da Filarmônica de Los Angeles. Dudamel é fruto de um programa do governo da Venezuela criado em 1975 para desenvolver novos músicos. Ou seja, apesar de seu forte alinhamento com o presidente-ditador de seu país (Dudamel tocou na inauguração da TV estatal que substituiu a RCTV fechada por Chávez), o maestro assumirá a Filarmônica de Los Angeles por sua qualidade como artista e apenas por isso. Não seria forçoso dizer que assume o posto "apesar" de seu posicionamento político.
Portanto, declinarei do convite para assistir o documentário do Oliver Stone. Prefiro escutar a Orquestra Sinfónica Juvenil Simón Bolívar sob a regência de Gustavo Dudamel.


11 comentários:
intereçante o post
http://alexandrevmelo.blogspot.com/
legal seu blog
ta cool
t+
Deve ser interessante, sempre há essa formação de imagem de uma pessoa pública, sempre querendo mostrar o lapo positivo das pessoas mesmo que não haja esse lado positivo.
Parece super interessante apesar de odiar tudo que tem ligação com Chávez!
Boa dica!!!
www.jlouthings.blogspot.com
Vou seguir a indicação dos colegas e verei tal filme..Depois retorno miha opinião. Um abraço
É uma pena que ñ irá ver o documentário... apenas traz o que insisto... "um outro lado da notícia"!!!
Olá!
Dica de boa leitura
Política com seriedade? Confira!
Blog: MOSAICO DE LAMA:
www.mosaicodelama.blogspot.com
Comu: POLÍTICA NÃO É LIXEIRA
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=30542704
Caso não goste, delete...
Fidel cometeu seus erros ao deixar-se seduzir pelo poder extremo. Mas é inegável que seja uma das maiores figuras políticas do século passado e um marco na política mundial. Não concordo com alguns de seus posicionamentos, mas isso não posso negar.
Discordo, totalmente de vc, Dorian, quando dá a entender que Fidel Castro nada mais é que um "facínora", que pouco se importa com o povo cubano.
Fidel, tem muitos defeitos, provavelmente, condenou a morte, sumariamente, diversos desafetos, porém, dizer que ele está pouco se lixando para o povo de seu país ou que a pobreza existente em Cuba não tem qualquer relação com o embargo americano é algo inaceitável!!!
Certamente, o presidente cubano, é o comandante nacional que mais demonstrou preocupação com o povo que comanda. Para se comprovar isso, basta ver os motivos que o levaram a se insurgir contra o governo de Fulgência Batista.
Sobre os embargos, não sei se Cuba seria rica sem eles, no entanto, certamente não seria tão miserável. E não se esqueça que os demais países têm muito receio de estabelecer laços comerciais com os cubanos por medo da reação do nosso "irmãozão".
É lamentável que a sua opção política, Dorian, em muitas das vezes o impedem de analisar determinados fatos com isenção suficiente para enaltecer o que deve ser enaltecido, e criticar o que deve ser criticado.
Só mais uma coisa: eu "se" divirto lendo alguns comentários no seu blog. hahaha...abraços.
Omar,
Quem se preocupa com o povo o quer livre e não o sujeita a um país-prisão onde a morte é a pena para quem tenta sair.
A insurgência de Fidel conta Fulgêncio Batista tem mais razões ideológicas do que qualquer outra coisa. Fidel queria implantar o comunismo em Cuba. Só isso. E conseguiu. Se quisesse só libertar os cubanos do jugo americano não teria ficado 49 anos comandando a ilha com mçao-de-ferro.
Cuba foi um laboratório da antiga URSS e por isso recebeu muito, mas muito dinheiro antes de sua derrocada. Colocar a culpa da pobreza de Cuba no embargo americano não é de todo verdade.
A raiz do problema de Cuba está na falta de liberdade que sufoca até o espírito empreendedor das pessoas, dessa forma, nenhum país se desenvolve.
Resumindo: A culpa é mesmo de Fidel e do comunismo!
Amigo,
Cuba não era socialista até 1961. A revolução que Fidel liderara não lutava pela implantação do "comunismo", mas pela retirada de um ditador, o Fulgêncio Batista.
O socialismo foi uma consequência do cerco que os EUA criaram ao redor da ilha, o que levou Cuba a procurar apoio com a União Soviética.
Bruno
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