domingo, 23 de março de 2008

"Podem começar a se preocupar"

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O título desse post é o recado dado pelo presidente Lula à oposição, mas que atinge diretamente a seu partido, o PT. O presidente se refere a campanha presidencial de 2010 e diz ainda que está trabalhando com "muita vontade" para fazer seu sucessor.


O difícil para Lula e o PT é definir o nome que irá disputar a campanha. Todos os pretensos candidatos foram caindo em desgraça, envolvidos em escândalos, como José Dirceu e Antônio Palocci ou se tornaram inviáveis por sua falta de apoio dentro e de popularidade fora do partido, como é o caso de Tarso Genro, Marta Suplicy e Ciro Gomes.


O nome da vez é Dilma Roussef que já foi apresentada por Lula em eventos oficiais como a "mãe do PAC". Na verdade, a ministra da Casa Civil é no máximo a madrasta do PAC. O pai é o ex-ministro e ex-deputado José Dirceu. Em março de 2007 (um ano atrás), mesmo afastado do governo desde junho de 2005, Dirceu falava com tanta desenvoltura sobre o PAC que utilizava a vontade o pronome "nós" quando se referia as ações a serem desenvolvidas pelo governo federal, do qual ele já não mais fazia parte.


Dilma por estar na vitrine já começa a receber pedradas. Conforme matéria publicada hoje no jornal Correio Braziliense e noticiada no blog do Ricardo Noblat, a possível presidenciável já é apontada como responsável em nada menos que 20 processos abertos no TCU - Tribunal de Contas da União que analisam gestões suas no governo federal.


Até 2010 tem muito chão, mas a disputa já começou. Se Dilma não suportar a artilharia até lá será o sexto nome a ser descartado por Lula. Quem viria depois dela?


É bom todos nós começarmos a nos preocupar...

terça-feira, 4 de março de 2008

Ser contra a Colômbia é ser a favor dos terroristas.


A recente crise entre Colômbia, Equador e Venezuela foi resumida pelo governo brasileiro como uma invasão ou atentado à soberania do Equador ocasionada pela Colômbia, sob o comando do presidente Álvaro Uribe, calando-se totalmente sobre o motivo da invasão: a localização e eliminação do número dois das FARC que encontrava-se instalado em território equatoriano.

O presidente do Equador, Rafael Correa, reclama da invasão colombiana alegando a ação militar ser uma agressão a soberania de seu país. Desse episódio, podemos levantar as seguintes questões:

1- O que um expoente de um grupo terrorista estava fazendo em território equatoriano?

2- Tinha permissão do governo do Equador? Se tinha, então o Equador também estava atentando contra a soberania da Colômbia, pois as FARC tem como missão eliminar o governo legalmente eleito da Colômbia. Se não tinha permissão, então a reação de Correa é desproporcional.

3- Como a ação militar colombiana só eliminou combatentes das FARC, para quê tanta algazarra? Se a ação tivesse sido contra cidadãos equatorianos (por mais bandidos que fossem) aí sim Correa teria toda a razão de reclamar.

Além do mais, Rafael Correa há muito jogou a soberania de seu país no lixo, desde que aceitou ser um lacaio de Hugo Chávez, no lugar de ser presidente do Equador. Conclusão fácil de chegar ao ver a irritação de Chávez com o episódio, que se comportou como o verdadeiro "dono" do Equador. É interessante também verificar o motivo de Chávez ter fechado a fronteira com a Colômbia. Segundo afirmou é para se proteger de uma possível invasão colombiana. No entanto, a Colômbia só invadiu o Equador para caçar bandidos, onde pode-se concluir: A Venezuela também abriga, protege e apoia os terroristas das FARC.

O grupo que atenta contra a liberdade dos colombianos, que sequestra e tem como principal fonte de renda o tráfico de drogas é companheiro do PT no chamado Foro de São Paulo, entidade que tem como fundadores nosso presidente Lula e Fidel Castro, ditador de Cuba. Em entrevista a Folha de São Paulo, em agosto de 2003, Raul Reyes (foto), o líder das FARC morto pela Colômbia fala sobre Lula:

Folha - Vocês têm buscado contato com o governo Lula?

Reyes - Estamos tentando estabelecer -ou restabelecer- as mesmas relações que tínhamos antes, quando ele era apenas o candidato do PT à Presidência.

Folha - O sr. conheceu Lula?

Reyes - Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo.

O governo brasileiro e o PT precisam decidir de que lado vão ficar: Se contra ou a favor dos terroristas!