quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pagando pra ver!


O governo da Colômbia oferece recompensa de US$ 2 milhões para quem der informações que permitam localizar o local onde foi enterrado o corpo do principal líder das FARC, Manuel Marulanda, também conhecido como "tirofijo".

A morte do guerrilheiro (mas também poderia ser chamado de traficante e sequestrador) foi anunciada dia 26 e teve como causa divulgada, ataque cardíaco. Marulanda era o principal líder e fundador do grupo terrorista e sua morte fragiliza bastante a organização que tem enfrentado deserções e perdido outros integrantes da alta cúpula em confrontos com o exército colombiano.

A recompensa tem como objetivos confirmar se realmente o guerrilheiro morreu, bem como verificar a causa da morte. Segundo o exército da Colômbia foram feitos intensos bombardeios em áreas em que se acreditava que Marulanda estaria e ele poderia ter morrido vítima de um desses bombardeios. Caso a morte tenha sido causada pela ação do exército, seria uma vitória com grande significado para o governo colombiano, bem como serviria de fator desmotivador para os rebeldes o que apressaria o desmantelamento da guerrilha.

O pagamento de recompensa já causou a morte de pelo menos um importante líder das FARC. Em março, Ivan Rios foi traído e assassinado pelo próprio guarda-costas em troca da recompensa de US$ 2,6 milhões de dólares. No caso de Marulanda, a recompensa é pelo corpo, mas se o líder ainda estiver vivo e escondido na Venezuela (como também se acreditava) corre sério risco de também ser traído, já que oficialmente está morto!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A Maconharia


A tal "Marcha da Maconha" programada para o final de semana passado, que foi sabiamente proibida pela Justiça em diversas capitais tinha como objetivo declarado a defesa da descriminalização do uso e a defesa às liberdades individuais, incluindo a liberdade de expressão. Seus organizadores defendem ainda a tese de que, sendo legalizado o consumo e o plantio, os usuários poderiam plantar suas próprias mudas e assim o tráfico acabaria, pois não seriam mais necessários os traficantes para fazer a erva chegar aos consumidores.


As teses apesar de estapafúrdias tiveram a capacidade de confundir bastante gente. Porém não resistem a confrontação com questões simples. Atualmente as empresas em todos os segmentos são altamente cobradas para terem "responsabilidade social", que embute o respeito as pessoas e ao meio ambiente. Ou seja, que grupo econômico ou investidor colocaria dinheiro no "negócio maconha" que após a descriminalização poderia ser explorada comercialmente? Sim, seria um mercado a ser explorado, pois hoje, na ilegalidade as plantações são clandestinas e o produto não é tributado, portanto seria necessária a organização desse novo mercado. E para isso é preciso capital.


Quem iria investir nesse filão seriam os mesmos plantadores e traficantes de hoje que aproveitariam a legalização para lavar dinheiro e camuflar a distribuição de outras drogas ilícitas, mais potentes e portanto mais caras e com maior margem de lucro, como a cocaína por exemplo. Pois a maconha por ser uma planta de fácil cultivo não daria nem sombra da margem de lucro atual após a legalização. As "maconharias" se transformariam em meras empresas de fachada para tráfico de outras drogas o que transformaria a maconha legalizada em algo mais prejudicial do que é sendo proibida.


A conclusão é óbvia, a maconha é ilícita porquê é prejudicial para a saúde e devido a sua íntima relação com outras drogas mais pesadas e portanto ainda mais prejudiciais e ainda por incentivar e financiar outras atividades ilegais e criminosas, além de serem forte fator de desagregação familiar e social, motivo pelo qual sua produção, venda e consumo deverem continuar sendo combatidas.


Abaixo a transformação da fisionomia de uma jovem causada pelo uso contínuo de drogas, em fotos tiradas pela Polícia de Nova York, a cada prisão efetuada: