quinta-feira, 12 de junho de 2008

Para ganhar mais tem que produzir mais


Marx deve estar se revirando em seu túmulo (que fica em Londres, Inglaterra). Uma de suas sentenças mais utilizadas para justificar o planejamento central da economia nos regimes comunistas acaba de ser jogada para escanteio em Cuba: "de cada um conforme sua capacidade e a cada um segundo sua necessidade" era o slogan decorado para exaltar a forma igualitária, em tese, do funcionamento de um país socialista.

Nessa quarta-feira, o jornal oficial cubano, o Granma, divulgou a notícia que será extinto o igualitarismo salarial, passando a remuneração dos trabalhadores cubanos ser determinada pela produtividade e pela qualidade do serviço prestado, além de eliminar o teto salarial. (Aliás, na última campanha presidencial da França, quando foi eleito o candidato de direita, Nicolas Sarkozy, quando a sua oponente, Ségolène Royal, falava em aumento de salário, ele dizia: "trabalhem mais para ganhar mais"!)

Desde o afastamento de Fidel Castro do dia-a-dia do governo, que foi assumido por seu irmão, Raul Castro, várias mudanças já ocorreram na ilha que paulatinamente vem preparando o país, um dos poucos fósseis comunistas ainda existentes, para sua inserção no mundo capitalista, no mínimo, ao estilo chinês que está unindo desenvolvimento da economia sem que o partido comunista abra mão do controle político.

Raul já permitiu que os cubanos comprem aparelhos de DVD, computadores pessoais e telefones celulares, além de também poderem se hospedar nos hotéis antes apenas disponíveis aos turistas estrangeiros. Só faltava os cubanos terem dinheiro para usufruirem dessas permissões. A notícia da mudança dos critérios para pagamento de salários pode ser o início da criação de uma classe consumidora na ilha, que por sua vez pode induzir o surgimento de empreendedores que são a verdadeira mola mestra que impulsiona o desenvolvimento de um país.

domingo, 8 de junho de 2008

Ataque Gay ao Exército




A polêmica criada em torno da prisão do sargento Laci Marinho de Araújo que deu entrevista à Revista Época assumindo publicamente sua homossexualidade, tenta colocar o Exército como o vilão da história, quando na realidade foi a instituição que sofreu ataque de alguém que covardemente utilizou sua opção sexual como escudo para ocultar sua total inaptidão para o serviço militar.


Uma página no site do Exército lista as caracteísticas e exigências para o exercício da Profissão Militar. Entre elas estão: Sujeição a preceitos rígidos de disciplina e hierarquia e Proibição de sindicalizar-se e de participação em greves ou em qualquer movimento reivindicatório. A rigidez do serviço militar nunca foi segredo e quem se dispõe a integrar a força tem que se resignar e aceitar os limites que lhe são impostos.


As próprias declarações do sargento Laci mostram que servir o País não foi sua motivação ao ingressar no exército e mostram seu antagonismo com a instituição. Ele declarou: "para um gay as Forças Armadas são um paraíso. Existe coisa melhor para um homossexual do que tomar banho com um monte de homem pelado e sarado?". Em outra oportunidade afirmou: "o Exército é uma quadrilha devidamente concursada e uma instituição cheia de covardes".


Pede pra sair, sargento...