quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Como superar a crise


Muito se fala da crise financeira e econômica mundial, mas é importante lembrar que as crises tem um forte componente psicológico (ou de percepção) em sua origem, desenvolvimento, manutenção e agravamento.

Lembrei de um antigo texto que trata dessa questão de forma bastante didática, o qual reproduzo abaixo:

 "Um Homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio e, por deficiência de vista, não podia ler jornais, mas, em compensação, vendia bons cachorros-quentes. Colocou um cartaz na beira da estrada, anunciando a mercadoria, e ficou por ali, gritando quando alguém passava: 

- Olha o cachorro-quente especial!! 

              E as pessoas compravam. Com isso, aumentou os pedidos de pão e salsichas, e acabou construindo uma boa mercearia. Então, mandou buscar o filho, que estudava na Universidade, para ajudá-lo a tocar o negócio, e alguma coisa aconteceu. O filho veio e disse: - Papai, o senhor não tem ouvido o rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria, e a situação internacional é perigosíssima! 

              Diante disso o pai pensou: 

- Meu filho estudou na Universidade! Ouve rádio e lê jornais, portanto, deve saber o que está dizendo! 

              E então reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada, e não ficou por ali, apregoando os seus cachorros quentes. As vendas caíram do dia para noite, e ele disse ao filho, convencido: 

- Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria!" 

É bom lembrar também que a origem da crise atual foi a especulação sem qualquer tipo de regulação ou controle, baseado apenas na maximização do lucro fácil, rápido e astronômico de derivativos financeiros, portanto, no que pese as inevitáveis consequências que a redução da atividade econômica mundial trará para os países e pessoas, é preciso que se tenha em mente que a melhor forma de superar as crises econômicas é continuar trabalhando e produzindo.