Tirando o Boneco do Jardim.
A deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, teve vários desdobramentos culminando com a desastrada decisão do governo brasileiro em aceitá-lo na embaixada do Brasil em Tegucigalpa o que só fez agravar ainda mais a crise política e a ordem institucional daquele país.
Mas o fato mais notório nesse acontecimento é que o ex-presidente Zelaya não passa de uma marionete do Venezuelano Hugo Chávez que financia a desordem no continente com o dinheiro fácil do petróleo do seu país. Foi por influência de Chávez que Zelaya tentou alterar a Constituição através de plebiscito (o que é proibido pela própria constituição), bem como foi por interferência de Chávez que o governo brasileiro vergonhosamente abrigou Zelaya na embaixada do Brasil e permite o uso da embaixada como palanque para comícios.
Nesse plano costurado pelo ditador de Caracas, o ministro Celso Amorim, das relações exteriores afirmou não ter havido combinação ou conhecimento prévio de que o presidente deposto iria se abrigar na embaixada brasileira, fato esse desmentido pelo próprio Zelaya em entrevista a uma rádio hondurenha.
Para que a verdadeira democracia prevaleça em Honduras é preciso manter o afastamento do ex-presidente Zelaya, bem como manter o calendário eleitoral que prevê eleições para presidente em novembro com posse para janeiro/2010. Aliás, a deposição por ordem judicial e a manutenção das eleições já desconfiguram o "golpe de estado" que os desinformados afirmam ter acontecido. Até o jurista (petista) Dalmo Dallari em artigo explica a fundamentação jurídica do afastamento do Zelaya e conclui que não houve golpe mas observância a Constituição hondurenha.
Zelaya deixou de ser presidente de direito quando afrontou a Constituição de seu país e foi retirado do poder por ordem judicial. Já tinha deixado de ser presidente de fato quando converteu-se a doutrina de Hugo Chávez. Tinha tornado-se apenas um boneco que foi retirado de cena pelas instituições hondurenhas.

